segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Inverno.



Corpo gelado e sangue escorrendo da boca, último e gélido suspiro.
Olhos castanhos, na tempestade demonstram que existe uma tristeza, arrependimento, um vazio, sem vida.
Arrancados, perfurados, um olhar esmagado.
Ilusão.
Ossos triturados,pele macia descascada.
Um sorriso sarcástico, bela noite.
Não ha brilho, nesse veneno da escuridão.
Dilacerada, tirada a casca fraca, a dor não passa.
Canivete em mãos,e em instantes lágrimas nos olhos, pena, até a última gota.
A vida pede...suplica
Insanidade.
Corta cada pedaço do rosto, logo o canto dos olhos e insatisfeito, corta os cabelos.
Acabou toda a identidade física.
Obsessivo,destrutivo,vingativo, possessivo.
Dói dentro da alma.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Depois de morto


Um vazio grande
um ventinho na cara
uma bebida quente
uma cadeira de balanço
um cigarro?
agora não tem importância, pois o corpo não sofre.
Essa vidinha...O vidinha de morto.
Tô entre o céu e o inferno, ah só de lembrar que esperei 93 anos pra isso.

Eu só quero um tantinho amor...
Quero como uma criança, as 3 moedinhas que minha vó me dava pra comprar paçoca na esquina.
Eu quero tão pouquinho...
talvez só um abraço, um sorriso, um beijo e um carinho seu.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A de mim sem ela...


Estava tão cheia de mim
que quando encontrei o que gostava
me colori com cores que não conhecia
a...essência
o que de você eu perdi?
eu preferi o amarelo ou invés do roxo.
quis aprender o que aprendi
mas esqueci de mim...
onde deixei minhas atitudes?
Estou tão cheias das minhas palavras,
tão pobre de atos e só vejo que me falta...
personalidade.

domingo, 4 de julho de 2010

Amanhã



Nem tinha um olhar tão triste
Um sorriso sem graça,
coração vazio.
Guardava por dentro
o seu olhar penetrante
um sorriso contagiante
de um dia feliz.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Eu..poeta =)


Eu sou poeta...
muitas vezes crio,imagino,vivencio.
Outras vezes,
fico a toa e pra cada coisa eu crio um poema.
Fico ocupada e quando não tenho muito o que fazer
escrevo um verso aqui,
outro ali.
Mas nunca deixo uma rima sumir.

Poema escrito no dia 30 de junho de 2008