quinta-feira, 9 de maio de 2013

De novembro a novembro


Meses sem se importar com as próprias angustias.
Sem medo de sentir a solidão.
Se esforçando para continuar.
Ofegando a cada paixão.
Dias bons, dias nublados, de novembro a novembro.
Aceitando o tempo, deixando ele passar.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Cabe aqui



Cabe?
Aqui neste segundo, cabe?
Este alívio, este grito, este pedaço seu.
Cabe, seu gosto, seu lábio, seu cheiro.
Um tapa, um gemido, uma palavra qualquer.
Cabe, neste segundo.
Cabe nele o mais profundo, sim ou não.
A gente amontoa a diferença e a dúvida.
Cabe, neste segundo.
Coloca o desespero da solidão e uma dose de whisky.
Cabe, neste sorriso, neste adeus, neste  foda-se.
Um sexo, um olhar, uma certeza.
Cabe a nós neste segundo.
Um instante e uma lembrança pra virar saudade.



terça-feira, 30 de abril de 2013

Tão solta.


Eu caminho, de mãos livres.
Eu me balanço, e no impulso  me deixo levar.
Fechei os olhos, deixei a energia entrar.
Vou e volto, querendo sempre mais.
Vício.
Intenso, não consigo conter.
No silêncio, me contento.
Na calmaria, me faz sorrir a toa.
Tão sutilmente, vício.
Nesse calmo balançar, eu me sinto cada vez mais distante.
Solta, como as ondas.
Delírios nas danças, eu me perco em que passo dar.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Meu monstro


Contido em mim, monstro.
Tão belo monstro, contido.
As bebidas não afetam.
Nem mesmo um gole daquilo que aperta o peito.
Há verdades de mim, que dizem por ai.
Uma moça gentil, amável.  Não acreditei, claro que não.
Monstro calejado de escrever sobre seus erros.
Como poder explicar a eles esses traços, linhas, vírgulas e pontos.
Guardei no verso, meu sorriso.
E deixei na capa o monstro contido.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Eu quero que você....




Naquela noite, em que seus passos desviam os postes.
Você me procurava pra dizer, o quão andava deprimida.
E querida, eu quero que você se vire, eu quero que você se dane.
Eu não me importo e estou certo.
Estou certo, que não preciso mais do seu amor.

Estou bem, estou em outra cidade.
Não importa o quanto você caminhou.
Querida, eu quero que você se vire, eu quero que você se dane.
Porque o meu amor, acabou.
E eu estou a caminho de casa.

Não me siga, por favor.
As pessoas não entenderiam.
Não tente entrar no meu carro, por favor.
Eu não cuidarei de você.
Estou indo pra casa, então me deixe.

Naquela noite, eu vi sua sombra por todo caminho.
Perdi o controle do carro e bati de frente com aquele caminhão.
E você disse, querido, eu não ligo mais.
Eu quero que você se vire, eu quero que você se dane.
Porque eu nunca precisei do seu amor.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Deixa fluir


Sentir.
Sentir o vento, a brisa e a tarde nublada.
Sentir o movimento contínuo do tempo.
Sentir medo de amar.
Medo de perder.
Tentar deixar fluir.
Esperar pra ver o que ele quer de mim.
Me permitir.
Não há por que adiar amor e nem desculpas para não mantê-lo.
Eu quero o tempo amigo com ponteiros lentos.
Afinal, quero curtir cada momento.
E que ao anoitecer, que você queira me visitar...
Pra dizer que a hora é agora.
E que juntos tudo irá fluir da melhor forma.