terça-feira, 17 de setembro de 2013

Não percamos tempo

E que não percamos tempo.
Por favor.
Se por um acaso isso acontecer, que tenhamos um plano B.
E se a vida passar depressa, que tenhamos pelo menos algumas fotos pra lembrar.
Nada de surpresas. Nada de promessas não cumpridas.
E que o final seja diferente.
Que tenhamos coragem.

Nada de desencontros, erros e perda de tempo.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Em busca


Em um mistério contido,
Em busca do equilíbrio, de abrigo.
Em um planeta invisível, em seu quarto.
Sobre eu e ele, grandes histórias, nenhuma contada.
Eu sempre tinha que ir embora, em cada verso bonito.
E você me procurava, quando parecia não me ter nas mãos.
Em busca do equilíbrio, de abrigo, eu não voltei.



quinta-feira, 23 de maio de 2013

A tristeza não tem tido tempo pra ficar



Confesso, eu esperei demais.
Naquele vai e vem.
Você trazia tristeza e paz.
E quando decidi te deixar de lado.
Você voltou, querendo adoçar a minha boca.
Deslizei alegremente em seus lábios.
E me vi de novo naquela droga.
Eu disse nunca mais.
Disse:  A tristeza não tem tido tempo pra ficar.



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Vai tarde


Estão engavetadas.
Próximo à cama.
No oculto da minha alma.
E no porão, eu deixei a saudade.
Num vazio descontente.
Nos meus sonhos um refúgio.
Tão inerte, tão bonzinho, mas tão falho.
Não me mostre atalhos e não venha clarear minhas angústias.
Agradeço a visita.



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pela última vez

E tragou pela última vez.
Como era de hábito aos sábados.
Não que fosse uma coisa boa.
E sim, sabia que o cheiro fica impregnado na roupa.
Mais tarde sentiu-se mal.
Passou a pensar nos problemas que viriam.
Mas o cigarro ajudava a esquecer.
Esquecer alguém ou algo.
Um vício curando o outro.
Decidiu parar.
Sentiu uma falta absurda, mas os pulmões estavam cansados.
Aquela vasta sensação de bem estar, tinha que ir embora.
Tinha sido uma escolha péssima logo de inicio.
E tragou pela última vez.


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Meu vício


Abandonei.
Como outras vezes tentei.
Abandonei meus espasmos por você.
Só as lembranças de alívios fora do limite, me restaram.
Minha mente tão descontrolada por você, esta em paz.
Meu corpo se abre na medida em que vejo você cada vez mais longe de mim.
Eu peguei meu casaco preto, desci próximo ao que me mutilou.
Abandonei, sem enormes saudades e senti lágrimas camufladas.
Deixo-te ir. Leve com você tudo o que um dia nos firmou.
Do precipício ao arrependimento, te abandonei.