Vestida de forma atraente e disposta a encantar novos
corações, Anita. Na primeira rodada de cerveja, no primeiro cigarro da noite...
Prestes a cometer um crime,cuja a pena é lembrar de algo que já deveria estar
morto e enterrado a muito tempo.
Saiu, jogando conversa fora, trocando números... Quem
poderia notar? Enquanto sua consciência aturava as lembranças das conversinhas
mal contadas, das promessas não cumpridas e aquela falta de consideração corriqueira...
E lá estava muito bem colocado na mesa e ao lado do batom vermelho, nosso querido
celular. Anita não se conteve, pegou o batom e logo em seguida o queridíssimo celular,
foi ao banheiro e mandou um “onde você está”? ’’, obviamente na intenção de
encerrar a noite nos braços carinhosos daquele homem, que muito provavelmente já
estava bêbado nos braços de outra.
E durante a noite, entre mais cervejas, mais cigarros e mais
bate- papo, ele não havia respondido sua mensagem... E aquele silêncio se
transformava em um câncer. Ao invés de aceitar o convite daquele moço do papo
atraente, Anita preferiu ir pra casa e esperar por mais duas horas, talvez uma
ligação, uma mensagem... Mas como tantas outras vezes, o bom moço a ignorou ou
pode ser que nem tenha visto a mensagem. Caiu no sono, e acordou com o coração
cansado, com os olhos borrados e admitindo a derrota.