quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Quando o amor virá de novo?



Eis que chega a madrugada fria.
Triste, cama, vazia.
Sem um lado certo para se acomodar,desconfortável.
Aquela velha falta de sempre.
Ausencia sem tamanho.
Pura saudade, de algo que não sabe quando virá de novo.
Por horas intacta,entrelaçando as mãos,afim de encontrar algum sinal.
Pés gelados,o coberto cobria os olhos, enquanto o pé ficava frio.
Era um frio insuportável.Mais uma colcha ?- perguntou a mãe.
O frio era dentro.
E aquela velha falta que lhe fazia, a falta.
Deserta cama, mente querendo alguém pra sentir saudades.
Pensamentos vivos, escritos num drama sem final.
Pensava ela, como deixara escapar a felicidade.
Entre o ar frio e seu travesseiro, havia esperança.
A espera do nascer do sol, do ar quente batendo na janela.
Aquela ausência, um dia a de ir embora.
Cama vazia, coração vazio.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Encontro


Tão lúcidos, entregues a noite.
Se reconheceriam pela sombra.
Destinados a um encontro.
Com álcool.
Rua,neblina,saberiam.
O brilho nos olhos.
Incertos e vorazmente despidos.
Nos passos, passaram a perguntar.
A espera da resposta um do outro.

terça-feira, 28 de junho de 2011

De volta


Garganta seca no inverno.
Mais uma dose, algo que me deixe bem.

Coberta de verdade eu conseguia senti- lo.
Tempo seco,estava sozinha.

Eu e o vento, acompanhados de um copo e doce solidão.
Amigável aparentou ser, mas a solidão é intima a muito tempo.

A de fazer um inverno rigoroso, mas
eu me tinha.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ah coração!


Sinto saudade daquilo que não sei se é meu.
Sinto saudade do toque que nunca senti.
Um vazio de algo que já preencheu.
Eu sinto, eu sinto, falta.

Quando você volta?
Quando chega tua carta, amor?
E no som dessa música.
Eu sinto, eu sinto, falta.

Sinto falta do som envolvente que tem sua voz.
Sinto falta de planejar o que não planejamos.
Diz quando volta.
Porque ainda sinto,sinto,falta meu bem.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Bom Dia


Você na mesma casa comigo.
Tomando café as cinco da tarde.
Escolhendo o lugar pro sofá.
Cama desarrumada.
Geladeira cheia de frutas.
E o armário de porcarias.
Iriamos passar o domingo na cama.
Eu ficaria de pijama mesmo depois de acordar.
Sairíamos para jantar.
Tomaríamos chuva ao voltar.
Beijos seguidos de frases.
Eu dormiria segurando sua mão.
E você dormiria com a minha respiração na nuca.
Eu ia rir sem motivo.
Porque?
Somente nós saberíamos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Noite frias de Junho


Meu sorriso anda diferente.
Até mesmo meus olhos não tem o mesmo brilho
Você me fez sentir em casa de novo
Talvez até mesmo inteira novamente.

Poucas frases,pouco sabemos.
E eu me sinto como a criança que ganhou o presente que queria.
Distante.
Penso então, e se estivesse perto.

É preciso lembrar que eu não esperava por isso.
Mas quem sou eu pra mandar naquilo que acontece de repente?
Quando me encontrar, me mantenha.
Não me perca, nem por um segundo se quer.

Porque não é todo dia que se tem uma chance dessas.