segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Outro dia
Eu não abri a janela.
E nada me estranhou.
Não quis entender o dia,
não quis constar as datas.
Me sinto,escuridão.
Amanhã é outro dia.
Eu espero sol,desejo luz.
Pombos negros se mancham em branco.
As flores abrem a cada raio de sol
e o vento assovia,traz calma.
Respiro e me sinto viva!
Acordo e encontro por entre o corpo, felicidade.
Amanhacer e sorrir sem saber porquê.
Me sentir requintada de cores.
Amar como amo a mim mesma
e ter vontade de ser feliz.
Nada como um dia depois do outro,
pra sentir raiar a luz entre as frestas da janela.
Abrir os olhos e se silenciar por ter mais um dia.
"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver."
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Hey cara!
Hey.
Beba um pedaço de alguém.
Entre em tranze profundo.
Sinta o gosto amargo
da dor,do odio,do amor.
Hey.
Não ouça o que ela tem pra dizer.
Ela só quer pirar você.
Ela acha que sabe onde é o seu lugar.
A verdade é fria e crua.
Hey.
talvez você acorde amanha
ou talvez não acorde.
você ouve alguém la fora?
não há ninguém por lá.
Hey.
Você esta confuso?
Sua imaginaçao está além.
Além do céu e do mar.
Hey cara!
deitado na mesa do bar.
Amanheceu.
e foi um sonho.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Ao anoitecer

É a hora em que sinto o vento me tocar,
mas não há vento lá fora;
talvez tenha aves da noite,
o sono de uma criança,
o choro de uma mal amada,gritos,
arrepios,pessoas aflitas nas ruas,
trágicos acidentes na estrada,
segredos no escuro;
é nessa hora que tenho medo.
É a hora que o gato passa na janela lá fora,
mas não a gatos por volta.
Só a angustia da partida,
lágrimas escorrendo no segundo quarteirão.
É nessa hora que tenho medo.
É na hora do descanso,
que vem tarde,
pois meu corpo não se cansa,
mesmo depois de tanto rolar.
Eu peço, paz.
Me encontro dentro de um poço
escuro,sujo e quieto.
É nessa hora que tenho medo.
É na hora frágil,
Agasalhada, onde vejo a sombra e sinto silêncio.
Me pergunto... o que tem lá fora?
É nessa hora, antes mesmo de pegar no sono.
Onde a noite se cala,vejo meu futuro,sinto meu presente
e apago meu passado.
É nessa hora,que sinto este alívio no coração.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Não vale a pena

Não vale a pena reconstruir com poemas
o castelo que o vento levou.
Fazer das felizes lembranças
um livro de fantasia que você inventou.
Teu sonhar impossível
o amar inesquecível
o clamar da paixão
são agora o que te resta,
Ilusão.
Não vale a pena pedir com gestos
o amor que acabou.
Apagando tristes lembranças
do livro que lhe restou.
Teu sorriso triste
o amor que resiste,
o clamar pela compaixão
são gritos frios
em meu coração.
Das águas
...
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